Gravidez e emoções

Desde o momento da concepção, os nossos genes são interpretados e a sua informação molda a nossa forma anatómica, a nossa fisiologia e bioquímica. No entanto, a natureza é perfeita, e não sabendo se iremos nascer num mundo de paz, guerra, fome ou abundância criou a programação metabólica para moldar a nossa informação genética para o mundo em que vamos nascer. Esta programação começa na barriga da nossa mãe. Tudo o que ela come e sente irá programar o mínimo e máximo de receptores, neurotransmissores, hormonas e muito mais. Se a mãe come demasiados doces a criança terá maior risco de diabetes. Se vive em ansiedade constante poderá a criança vir a ser mais propensa a ser ansiosa. Até o intestino é programado. Tudo é programado na barriga da mãe.

Se assim é, a ciência tem o vindo a demonstrar, não estamos assim tão protegidos e tudo o que a mãe come, faz e sente vai influenciar a personalidade no novo ser. Então a mãe tem a obrigação de comer saudável, não comer de tudo e como quiser. Os níveis de açúcar, proteínas, vitaminas B's, D, F influenciam os riscos de futuras doenças do novo ser humano. O que faz, se é sedentária ou se move-se demasiado também afeta. E por último, o que sente pois as emoções são uma forma de alimentação, são tão importantes quanto a fruta, o peixe e os antioxidantes. São talvez mais importantes ainda, pois irão fortalecer o caráter, nutrir a força interior e criar as raízes para que o novo Ser tenha auto-estima, paz interior e se sinta protegido.

Tudo começa na gravidez. O bebé na barriga da mãe já sente tudo o que a mãe sente. E essa união mãe-filho manter-se-á após o parto por muitos anos numa conexão mais forte que WIFI e afetará para o bem e para o mal a ambos.

Dr. André Dourado