"Há que parar o paradigma de dizer ao paciente que não há nada a fazer com o seu caso"

– A medicina natural é algo que, aparentemente, deixou-se completamente de lado por parte da medicina convencional. Deve-se mudar esta situação?

– Temos de abrir um pouco os horizontes do pessoal de saúde para que veja que há sempre alguma alternativa quando se fecha uma porta do que é conhecido. Há que parar o paradigma de dizer ao paciente que não há nada a fazer com o seu caso. Há soluções para tudo. O impossível não existe, há que jogar com probabilidades. Quantas mais armas tens mais fácil é.
 

– Porquê se deixou de lado a medicina natural?

– Porque antes do desespero há negócio e muitos aproveitam-se desse ramo de conhecimento para lucrarem.
 

– Como está agora a difusão de conhecimentos entre os profissionais? 

– Está-se a criar uma disciplina. Há paramédicos que sabem muito mas, no entanto, não há referências. Nos Estados Unidos, em todas as faculdades de medicina, já há cadeiras obrigatórias ou complementares sobre medicina natural. O livro de referência em medicina em todo o mundo, o Harrison, incorpora todo um capítulo dedicado a medicina alternativa. Hoje não é possível que um licenciado diga que não sabe quando se pergunta sobre essa área. 
 

– A medicina convencional não serve para tudo? 

– Há coisas que funcionam e coisas que não. Por vezes, para passar uma doença, o médico diz ao paciente: a partir de agora, vida normal e controles periódicos. Mas o que é uma vida normal? Se o paciente repete o mesmo, a doença pode-se reproduzir. Há que dar opções ao paciente e explicar-lhe de forma clara. Se dizes ao paciente que tem de comer mais alho ou limão, tens de o explicar.
 

– O que se pode fazer para mantermos a saúde, sem muito esforço?

– O simples é o mais fácil. Para começar, o movimento, caminhar meia hora por dia. Também na alimentação. Fruta, verdura, peixe e carne em menor quantidade, sem muita preparação. E respeitar o biorritmos. Tudo isto é baratíssimo e fácil de fazer.

 

Fonte: La Voz de Galicia