Come os brócolos se não queres ter asma!

Um constituinte natural dos brócolos e outras plantas da família das crucíferas, como as couves, grelos e nabo, pode ajudar a proteger contra a asma e outras patologias respiratórias inflamatórias.

 

O consumo de rebentos de brócolos aumenta entre 2 a 3 vezes mais os níveis de enzimas antioxidantes associadas com a protecção das vias respiratórias contra a destruição oxidativa dos tecidos, que pode levar à inflamação como na asma, segundo o Clinical Immunology.

“Este é um dos primeiros estudos demonstrando que os rebentos de brócolos oferecem um efeito biológico potente na estimulação de uma resposta antioxidante em humanos”, diz o investigador Marc Riedl da David Geffen School of Medicine da UCLA, E.U.A.

Os brócolos, couve-flor, repolho, couve-galega e couves-de-bruxelas contêm elevados níveis dos constituintes activos chamados glucosinolatos. Estes são metabolizados no corpo humano a isotiocianatos, que são conhecidos por ser potentíssimos anti-carcinogénicos. O principal isotiocianato do brócolos é o sulforafano.

Segundo o Dr. Riedl, “Nós descobrimos um aumento de até três vezes dos níveis das enzimas antioxidantes nas células nasais das vias respiratórias dos participantes do estudo que comeram rebentos de brócolos…Esta estratégia pode dar protecção contra processos inflamatórios e pode levar a potenciais tratamentos para uma variedade de doenças respiratórias”

No estudo efectuado não foram observados efeitos adversos. Com doses de 200g por dia de rebentos de brócolos observou-se um aumento de 101% da enzima antioxidante GSTP1(glutationa-s-transferase P1) e 199% da NQO1 (NADPH quinona oxidoreductase).

Dr. Riedl comentou que “uma grande vantagem do sulforafano é que parece aumentar um grande número de diferentes enzimas antioxidantes o que ajuda a bloquear os efeitos nocivos da poluição atmosférica.

 

 

Fonte:

Riedl MA, Saxon A, Diaz-Sanchez D. Oral sulforaphane increases Phase II antioxidant enzymes in the human upper airway. Clinical Immunology, 2009 Mar, 130 (3): 244-251.